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SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS (México) - Em janeiro, católicos tradicionalistas destruíram a casa e outras propriedades de cinco famílias evangélicas na comunidade de Los Llanos, San Cristóbal de Las Casas, no México, um país onde a perseguição e a intolerância contra os evangélicos é muito acentuada. Todas as famílias são recém-convertidas.
Em 19 de abril de 2009, os evangélicos Los Llanos inauguraram um templo. Já naquela data cerca de 70 pessoas interromperam os trabalho e afirmavam que os evangélicos seriam presos por estarem prestando um culto.
Vários líderes da nova igreja foram levados para a delegacia e detidos por uma hora, enquanto os católicos romanos dispersavam os demais membros. Alfonso, um dos líderes da igreja, perguntou aos invasores o que os evangélicos tinham feito de errado, e acrescentou:
"Temos um Deus e ele está no céu". Isso enfureceu os invasores, que agrediram o pastor Alejandro Cruz Ton.
Esse incidente não intimidou os evangélicos, que continuaram a se reunir, mesmo sob os protestos dos católicos romanos. Em uma ocasião, pedaços de madeira e árvores foram colocados na entrada do templo, para impedir o acesso.
Em outra situação, a polícia foi acionada e levou para a delegacia os 12 participantes de um culto, inclusive uma criança de colo. Todos ficaram detidos por pouco tempo. No dia 28 de junho, foi realizada uma reunião sobre como eles poderiam melhorar a comunidade. O foco principal foi dizer aos evangélicos que eles precisavam abandonar sua crença e voltar à fé católica romana.
Os crentes em Jesus Cristo pediram que fossem respeitados seus direitos de ter sua própria religião. A isso, os católicos responderam que a única religião de Los Llanos é o catolicismo romano. Às 16 horas, os evangélicos foram presos novamente, enquanto alguns chefes da comunidade destruíam o novo templo.
As autoridades foram além da destruição do templo e criaram um documento declarando que os evangélicos estavam de acordo que o templo deles deveria ser destruído e que cooperariam com os festivais católicos.
Os evangélicos responderam que era mentira e declararam: "Não, nós não deixamos nossa fé em Jesus". Eles continuaram a sofrer abusos e ameaças, pois mantêm as reuniões e os cultos nas casas.
Fonte: Missão Portas Abertas |